11.9.15

Conto - A Luz

Nós não temos evidências diretas de que há vida em outros planetas, luas ou no espaço interestelar, mas, leia este conto e tire suas próprias conclusões

✤ Olá, galera, e aí, como estão? 

Essa é a minha primeira contribuição para o PV, e o que eu poderia fazer de melhor além de mostrar um conto bem fofo, é claro! Meus preferidos!

O conto que estou para descrever foi feito pela pessoa que lhes escreve. Quando eu tinha uns dez anos de idade e a professora nunca mais devolveu meu trabalho.

 Espero que gostem!

 Let's Go!

 A Luz 


É de noite e chove. Não consigo dormir com o barulho da chuva no teto de casa. Faz um mês que chove todos os dias.
Mais uma vez ouço os gritos da minha mãe vindo do quarto dela e lembro que deveria deixa-la sozinha.
As lágrimas que venho guardando para mim durante todo o dia escapam dos meus olhos enquanto me detenho na cama.
Minha mãe não pode estar louca.

Meia hora depois ela pára, como todo dia. Sei que poderei dormir agora.
Respiro fundo algumas vezes, vejo uma luz e sou tomado pelo sono.
Acordo com o despertador rompendo meus neurônios de tão alto. Me levanto, me arrumo, tomo café. Percebo marcas de luta. Se ela estivesse apanhando me diria, certo?
Paro para pensar que nunca ví papai voltar, ela anda dormindo sozinha esses dias...

Balanço minha cabeça em negativa. Nada se encaixa. Escolho a ignorância e saio para a escola depois de dar um beijo nela.
Quando chego na escola vejo Laura. Ela é linda e me chama para sair hoje. Digo que não posso chegar muito tarde, fico preocupado em sair e deixar minha mãe sozinha. Me preocupo quando terei que sair de casa, me casar, sei lá. Ela precisa de um namorado ou então se acostumar com a solidão.

- Muito gostoso esse sorvete, não Douglas?

Laura diz. Ela me tira do automático em que eu estava. Eu concordo com a cabeça e sorrio.

- Quer experimentar do meu?

Ela tem aquele olhar no rosto. Ela quer algo a mais, mas vou decepcioná-la hoje. Quero apenas levá-la em segurança para casa e dormir. Me sinto mal, como se tivesse atravessado o deserto em um dia.
Como previsto, fica esperando algo que não dou. Aceno em despedida e vou direto para casa.
O nosso encontro se estendeu um pouco além da conta, então á essa hora eu já estaria dormindo.

Posso ver a janela aberta da minha mãe no final da rua. É exatamente o oposto de onde fica a minha janela. Meus pés pesam, piso em poças de água que não consigo evitar. Me abaixo para retirar a lama da calça. É quando vejo a luz.
Ela me cega e deixa a rua como sob a luz do dia por poucos segundos. Não notaria se não houvesse visto por mim mesmo.

Vejo a luz na janela da minha mãe passando pela janela tão rápido que poderia estar imaginando. Em segundos ela grita a plenos pulmões.
Olho em volta, os vizinhos não aparecem. Já estão acostumados com seus gritos.

Há fumaça envolvendo todo o lugar onde a luz está parada e meu coração dispara. Vejo pessoas descendo no ar. Vejo o fundo de algo grande, não consigo ver sua plenitude. O pânico me invade e eu começo a correr como um louco, um covarde. Para longe de casa, longe deles. Vão pegá-la.
De repente percebo que eles correm atrás de mim, posso ouvir seus passos rápidos.

Não conseguirei. São muitos.
Os gritos da minha mãe me deixam em pavor, meu peito explode não aguentando mais correr. Forço meus pés até o fim da próxima esquina, até que vejo a luz novamente.
Ela está acima de mim. Eu vou morrer. Então eu apago.
Acordo com o despertador rompendo meus neurônios de tão alto. Me levanto, me arrumo, tomo café.

Ouço um barulho infernal vindo do lado de fora, mas não sou curioso. Estou cansado, me sinto mal.
Percebo mais uma marca no braço direito da minha mãe, combinando com o esquerdo.
Tento me lembrar do que aconteceu depois que deixei Laura em sua casa, mas apenas me lembro de chegar em casa e ir dormir sem ouvir os gritos de mamãe.

Fico feliz que talvez ela esteja se recuperando.
Saio para a escola depois de dar um beijo nela e tropeço numa fita de isolamento.
Há pessoas na rua, muitas pessoas e um sinal no chão bem de frente á nossa casa.
Metade de nossa calçada está destruída e todas as casas em volta estão queimadas.

Entram em nossa casa, nos colocam na parede e começam a nos despir. Me assusto ao ver sinais de luta na minha mãe.
Quando me despem me mostram pelo espelho que tenho uma marca nas costas, esquisita e feia.
Eles estão conosco até agora de noite. Fazem perguntas estranhas. Estão nos vigiando do lado de fora.

Estou prestando atenção no carro que vigia minha janela quando de repente ouço gritos.
Os gritos da minha mãe.
Minha garganta dói. Vejo a luz. Ela está na minha janela. Eles vieram me pegar porque fugi.

Sinto sono, quero ficar acordado, mas acho que não consigo. Vejo quando descem. Minha garganta falha no grito.
Então eu percebo.
A luz sempre esteve na minha janela.
Os gritos de minha mãe na verdade eram meus.



❂ Eu me lembrava de cabeça, por isso consegui reproduzir novamente. Nem todo mundo acredita no "sobrenatural", mas uma históriazinha assim sempre é bom pra dar aquele friozinho na barriga, certo? E você, acredita nessas coisas? Gostaram da história?



❂ Tem alguma história assustadora que te deixou de pernas bambas ou alguma lenda que sempre que você lembra te dá um pouco de vontade de se esconder debaixo das cobertas? Para mim, com certeza é o tal do Slender.

❂ Voltarei com coisas bem legais pra vocês. Me digam sobre o que gostariam de ver por aqui no Panda Vaidosa!


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6 comentários:

  1. Ótima história, traga mais histórias e por favor, traga de terror ^^

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    1. Oi Feliphe. Muito obrigado... Eu tinha uma memória fértil na época.
      Trago sim! Vou pesquisar umas bem cabulosas! ^^
      Abraços!

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  2. Adorei este conto! Traga mais, já lia alguns livros de suspense e terror, são os que mais dá vontade de ler, pra saber o que está pra acontecer...Bem vinda!!!

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    1. Oi Katielle. Eu também amo livros assim. A Panda também curte uns suspenses...
      Obrigada, sua linda. Principalmente por se importar em ler, afinal, soube que você é um pouco ocupada...
      Um beijo!

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  3. oi Alerrandra bem vinda no blog seu nome é lindo!!!!
    eu amei sua história, eu amo ficção e achei legal essa ideia, eu não acredito em etes mas gosto de coisas relacionadas, obrigada pela postagem linda!

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    1. Oi! Obrigada... ^^
      Normalmente as pessoas mais brincam com o meu nome do que acham bonito, então fico muito feliz que tenha gostado. Invenção de moda do meu pai... Você sabe...
      Que legal que gostou! Espero que continue nos visitando e vou amar ler seu comentário.
      Um beijo!

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